O sistema ferroviário de Valença esteve em atividade entre as décadas de 1860 e 1970, sendo muito importante na formação da economia da região. Sacas de café, latas de leite e produtos têxteis, além de uma incontável leva de pessoas de diversas profissões, classes sociais e procedências participaram dessa rica história, embaladas pelo apito das locomotivas a vapor.

O arquiteto Annibal Magalhães vem se dedicando ao estudo da região do Vale do Paraíba Fluminense há alguns anos.  Desde fevereiro de 2017, o arquiteto e sua equipe vêm conduzindo o projeto “Inventário Arquitetônico das Ferrovias do Município de Valença”, por meio do edital Territórios Culturais/ Memória e Cidadania. O projeto visa levantar o patrimônio de bens imóveis da era ferroviária de Valença, englobando estações, parque ferroviário e construções, como: pontes, túneis, muradas, residências, galpões etc.

O inventário contempla a elaboração de fichas individuais, com textos e fotos, descrição arquitetônica do imóvel e seu histórico. As viagens de campo estão permitindo o levantamento dos locais históricos e possibilitando que se descrevam suas condições físicas, utilização atual e potencial para futuras ações.

Ao fim do projeto, o estudo ficará registrado em uma publicação impressa e digital, que trará fotos antigas e atuais, além de mapas territoriais e plantas arquitetônicas das estações. Serão gravados 200 DVDs e 100 livros, a serem distribuídos gratuitamente em instituições públicas do município e do Estado. Esta será a primeira publicação a apresentar todo o acervo ferroviário de Valença de forma unificada. O projeto foi destaque num jornal da região, em maio de 2017.